Santo do dia

Santa Clara de Assis

11 de Agosto de 2018

Um ano antes de sua morte, Francisco de Assis, doente e quase cego, tinha batido na porta do convento de São Damião, onde há muito tempo Irmã Clara aguardava a consolação de sua visita, e pediu para ser hospedado. Para respeitar a clausura, quis ser acomodado na terra nua numa cabana de palha, no quintal.

Foi aí que o trovador de Deus transbordou sua alma no Cântico do Irmão Sol, o mais belo hino à alegria. Com este gesto, Francisco parece ter querido brindar a mais fiel e entusiasta intérprete do seu ideal ascético, pelo qual Clara, cujos familiares eram contrários à sua escolha, teve de fugir de casa aos dezenove anos. A belíssima menina, nascida em 1193 em Assis, de família rica, com rara audácia, apresentou-se na noite de 18 de março de 1212, na humilde igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde a aguardavam Francisco e seus frades. O santo cortou-lhe a cabeleira com seus longos cachos e lhe deu para vestir o grosseiro hábito de lã crua, fazendo-a pronunciar os votos de pobreza, castidade e obediência.

Vivendo no paupérrimo convento de são Damião, destinado às monjas da Ordem Segunda franciscana, abandonando a rica morada, também a mãe e as irmãs de Clara, Ortolana e Beatriz, ingressaram mais tarde no austero convento. Na morte de Francisco, em 1226, obteve que seu corpo fosse introduzido na clausura para que as monjas pudessem contemplar-lhe o rosto ante sque fosse sepultado.

Clara teve o singular privilégio de ver projetadas nas paredes da pequena cela sem enfeites as imagens do santo e os ritos das solenes funções que se desenvolviam em Santa Maria dos Anjos antes do sepultamento.

Um enviado do papa Inocêncio IV levou a demorada e aguardada bula de aprovação do “privilégio de pobreza” a Clara na manhã de 11 de agosto de 1253, poucos instantes antes que a santa deixasse esta vida. Dois anos após foi canonizada.

51. Por que Santa Clara de Assis é a Padroeira da televisão? (Extraído a Internet)

Era a noite de Natal, em que a humanidade inteira comemora com os anjos o nascimento do Menino de Belém, quando todas as Irmãs foram para a Capela do Mosteiro, a fim de rezar a oração das Matinas. Por isso, Santa Clara permaneceu sozinha, no seu leito, já que se encontrava doente nesta ocasião e não podia acompanhar a Comunidade até a Capela.

Por isso, Clara começou a meditar e a falar com o pequenino Jesus, visto que sofria por não ter podido participar dos louvores divinos: – “Senhor meu Deus, deixaram-me aqui sozinha”. Então, eis que de repente, começou ressoar em seus ouvidos o maravilhoso conserto que estava acontecendo na igreja de São Francisco.

Clara escutava com muita alegria os irmãos, os frades, salmodiando o Ofício Divino, inclusive ouvindo até o som dos instrumentos musicais. Se não fosse por uma intervenção divina, seria impossível que Santa Clara pudesse ouvir tais sons, pois o lugar não era tão proximo assim do Mosteiro. Tal prodígio só era possível se a solenidade tivesse sido amplificada de forma divina ou se o ouvido da santa tivesse sido reforçado na sua audição de um modo sobre-humano. Ainda mais fenomenal foi o fato de Santa Clara, além de ouvir, ver o próprio presépio do Senhor e assistir à Santa Missa meia-noite, que se seguiu após o canto da salmodia.

Quando as Irmãs foram ver Santa Clara de manhã no seu leito, ela lhes falou: – “Bendito seja o Senhor Jesus Cristo, que não me deixou aqui abandonada, sozinha, quando vocês me abandonaram. Escutei, por graça do Senhor, toda a solenidade celebrada esta noite na igreja de São Francisco e lá estive presente, recebendo até a santa comunhão. Agradecei comigo a Nosso Senhor Jesus Cristo, por tal graça a mim concedida”.

Por causa deste fato tão espantoso, o Papa Pio XII declarou Santa Clara padroeira da televisão em 1958.

Santa Clara, rogai por nós!